Esta é a história… de um novo primeiro dia

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Ali dançámos pela primeira vez como marido e mulher.

E fizémo-lo como tinha que ser: só nós dois, face na face, arrastando preguiçosamente os pés na areia de um parque de estacionamento, nas traseiras do local onde todos nos esperavam para nos verem fazê-lo ‘a sério’. Levantando poeira, sujando os sapatos, longe da ‘ribalta’. Sem qualquer pretensão de sermos perfeitos.

Toda a gente sabe que esta é a minha imagem favorita do nosso casamento. De tão crua, transborda tudo o que somos juntos.

Sempre soubeste embalar-me com os teus meios sorrisos, meias palavras, meios olhares.

Com tudo o que fazes pelo meio e que tanto me apaixona, sei que te tenho por inteiro. Sei que me tens por inteiro também.

Não sei o que é amor (quem sou eu para saber tal coisa…). Mas sei o que é lealdade, transparência, companheirismo. Sei exactamente o que significa ‘para o que der e vier’. Sei o que é ser adulta e continuar a crescer. Sei o que é ser apoiada quando preciso, mesmo quando não digo que preciso.

E sei que, de todas as viagens que já fizemos juntos, a que mais gosto é aquela que invariavelmente nos leva do momento em que acordamos lado a lado até àquele em que voltamos a deitar-nos, lado a lado também. Seja em que circunstâncias for. Com toda a loucura que tiver havido pelo meio.

Escolhi-te muitas vezes até chegar o dia de (finalmente) me escolheres também.

Este dia que celebramos hoje e que nos leva de volta a um amanhecer de há bastante mais tempo do que os três anos que hoje tem o nosso jovem casamento.

Este não é um primeiro dia do mês como outro qualquer.

É um novo primeiro dia no calendário da nossa viagem a dois.

So let the adventures continue…

***

Não. Eu não sei nada sobre o que é o amor. Mas suspeito que seja algo próximo desta escolha diária em estar com alguém que não se basta em ‘deixar-me’ ser eu, mas que me faz sentir cada vez mais eu.

 

 

 

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