Esta é a história da minha t-shirt (o cabelo do Miguel e o raio dos palpites)

Introdução

Esta é a história da minha t-shirt.

E para a introduzir pergunto: quem nunca teve vontade de dar um bom chega para lá num palpiteiro de plantão e dizer ‘poupe nos palpites que a mãe sou eu’?!

Eu sou muitas vezes acusada de ser ‘senhora da razão’ e, talvez porque isso tenha qualquer coisa de verdade, sou pouco tolerante a palpites não solicitados.

Sou ainda mais intolerante quando o tema são os meus filhos e é muito difícil apanhar-me a fazer ‘sorrisos amarelos’ nessas ocasiões. São meus, porra! Que mania de haver sempre um doutorado naquilo que se passa na minha casa e, muitas mais vezes do que consigo contar, no meu colo!

Mas o pior é quando os palpites passam a transgressões expressas da vontade dos pais.

Posso dizer-vos que foi de uma dessas transgressões que nasceu a minha t-shirt.

Sério.

Continuem comigo…

O cabelo do Miguel

Pouco depois do Martim completar um ano cortámos-lhe, pela primeira vez, o cabelinho. Guardei-o todo. Aqueles caracóis lindões de cabelo sedoso de bebé.

Claro está que nunca voltou a tê-los e muitas vezes dei por mim a suspirar por ter, talvez, cortado o cabelo dele cedo demais.

Com o Miguel decidi que não queria cair no mesmo ‘erro’. Só que o cabelo do Miguel não tem caracóis lindões. É só… louco. Muito louco. Comprido nuns sítios, inexistente noutros.

Mas ele também é um louquinho e por isso, mesmo perante investidas recorrentes do Mário para lho cortarmos, finquei pé e gritei aos quatro ventos que ninguém tocaria no cabelo louco do meu bebé ainda mais louco.

Disse-o ao Mário, vezes sem conta. Disse-o à minha irmã quando brincou ameaçando que iria buscar uma tesoura sem eu dar por nada. Disse-o vezes sem conta à minha mãe sempre que ela insistia no discurso do ‘coitadinho, que tem o cabelo nos olhos’.

Um belo dia de manhã o Mário pergunta-me: o que aconteceu ao cabelo do Miguel?

Ele tinha vindo de casa dos meus pais já a dormir no dia anterior, de pijama vestido e de gorro na cabeça, por isso, quanto a mim, não tinha acontecido nada.

Mas aconteceu.

Aconteceu a minha mãe decidir, não só por mim como contra mim, dar uma tesourada na franja do Miguel. Bem torta, bem rente à testa, para ter certeza que cabeleireiro algum no Universo poderia consertar. Bem às escondidas. Bem… mal.

Da raiva ao papel, do papel ao algodão

Fiquei furiosa.

Fiquei furiosa muitos dias.

Furiosa a ponto da insónia.

Ainda fico, um pouco, quando penso que não vou guardar o primeiro cabelo cortado do meu bebé, porque alguém decidiu passar-me por cima e fazer o que entendeu melhor para ele quando não tinha que entender coisa nenhuma.

Bolas, não me interessa o que acham melhor para os meus filhos! Só há duas pessoas cuja opinião pesa quanto a isso: a minha e a do pai. Fim.

Na noite da insónia peguei no telemóvel (ainda antes da regra modo avião) e escrevi ‘a mãe sou eu’.

Mas o telemóvel não é sensível à raiva como uma caneta a pressionar o papel…

Por isso no dia seguinte quando me apanhei de papel e caneta em punho escrevi novamente ‘a mãe sou eu’. Em minúsculas, em maiúsculas. Em hastag.

Mas porque é que as pessoas não guardam para si o que pensam que é melhor? Porquê? Porque raio não poupam nos palpites que ninguém lhes pediu? Nas acções que ninguém lhes encomendou?

E fui escrevendo…

No final sobrou o que lêem na minha t-shirt.

‘Poupe nos palpites
#amãesoueu’

Apeguei-me rapidamente à ideia de passar a mensagem sem falar.

Daí a procurar uma empresa que estampasse o meu apelo desesperado para eu ostentar sem ter que ser (demasiado) desagradável com ninguém foi um piscar de olhos.

E cá está ela.

Esta é a história da minha t-shirt.

Gostam?

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Na mala do carro: 2 itens para poupar (muito) espaço quando viajamos com os miúdos

Quem é mãe sabe que existe um ‘antes’ e um ‘depois’ no departamento «viagens».

Antes, uma escapadinha de fim-de-semana bastava-se com uma malinha para os dois que até na bagageira minúscula do meu Toyota Aygo teria espaço para fazer a festa.

Depois, a malinha para dois transforma-se num arsenal de guerra: fraldas, biberões, toalhitas, mudas de roupa de reserva infinitas e, para desespero: carrinho e cama de viagem.

Estes dois últimos são material para ocupar 3/4 de um porta-bagagens numa station wagon.

As camas de viagem, mesmo clamando ser super portáteis, quando fechadinhas, no seu tamanho mínimo, têm este aspecto (a imagem foi escolhida aleatoriamente e retirada daqui) e, em muitos casos, o colchão não cabe neste volume e tem que ser arrumado à parte:

Já quanto aos carrinhos, já desabafei sobre o assunto aqui. Mesmo pensando num carrinho que não seja a monstruosidade de uma estrutura do tipo trio, mas um simples carrinho bengala, estaremos a pensar em qualquer coisa deste formato (a imagem foi escolhida aleatoriamente e retirada daqui):

Quando éramos três, a coisa ia, ocupando a parte do banco de trás que ficava livre, dava para acomodar tudo o que era preciso. O carrinho bengala ia no chão do carro porque apesar de ficar assim, comprimido, pelo menos o nosso só cabe na mala na diagonal. Nada funcional, portanto.

Quando passámos a ser quatro a casa caiu, a minha alma arrepiou-se e comecei a pensar em barras de tejadilho.

Mas como tenho uma pequena tara por 1) compras online e 2) artigos versáteis, acabei encontrando estes dois itens e posso dizer-vos que, graças a eles, não comprámos até hoje as benditas barras.

A cama de viagem foi-me oferecida por ocasião do nascimento do Miguel, depois de muito a ter namorado online. É da aeromoov, o uso é fácil, intuitivo e olhem como se arruma facilmente na bagageira (segundo 19):

O carrinho… Apaixonei-me por este da GB quando o vi no Duas para Um – Daddy Blog e comprei-o no site da Bebitus. É absolutamente maravilhoso. Fácil de usar. Fácil de carregar. Fácil de arrumar. Até em viagens de avião facilita a circulação, já que cabe facilmente debaixo do banco do assento da frente (ou até mesmo dentro da mala de cabine).

Duas pequenas maravilhas salva-vidas.

Se estiverem a considerar comprar alguma destas coisas, dêem uma olhadinha nestes modelos, valem muito a pena o investimento extra (e juro que – infelizmente – ninguém me pagou a publicidade).

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Agendas para que vos quero? – Cinco motivos para as preferir em papel

Perguntar-se-ão – e bem – que tara é esta que tenho com agendas físicas em plena reinado de tudo o que é digital e desmaterializado.

Começo por confessar, a tara é mesmo isso: uma tara. Não por agendas em particular, mas por material de papelaria em geral. Perco-me por agendas, notebooks, canetas, lápis, borrachas, dossiers e tudo o que seja fofinho o suficiente para tornar a minha secretária mais amigável.

Quanto às agendas em papel é, contudo, um pouco mais do que só uma tara pessoal. Deixo-vos, por isso, cinco (bons) motivos para arrumarem os vossos dispositivos digitais na hora de assentar compromissos e lembretes.

  • Memória de peixe

O problema universal das mães. A minha memória era perfeita antes de ter o Martim. Per-fei-ta.

Parte substancial dela voou com a chegada dele e parte substancial da que restou voou também com a chegada do Miguel. Resultado? Mau, muito mau. Tão mau que um dia deste perguntei ao meu marido numa tarde de Sábado, se já era Domingo. Tão mau que me esqueci já por duas vezes de pagar a conta da água. Tão mau que… Bom, já perceberam a ideia.

Neste triste contexto que passou a ser o meu, o telemóvel fica muitas vezes para trás na hora de sair de casa (se leram este post, não é difícil entender porquê). Mas a mala não. É demasiado grande para me esquecer dela. E é aí que entra a agenda em papel. Só sai da mala para anotar o que é preciso e é para lá que volta, o que torna bastante mais difícil ser atraiçoada pela minha nova (e fraca) memória.

Agendas em papel 1 – dispositivos digitais 0 (pelo menos no meu caso…)

  • São giras (muito mais giras do que qualquer telemóvel)

Esta nem carece de argumentação.

Cada vez há agendas mais giras e com maior variedade. Com ou sem personalização. Vários tamanhos. Vista diária ou semanal. Uma miríade de surpresas no interior: autocolantes, frases motivacionais, links interessantes, páginas livres para notas soltas (como temas para posts, por exemplo), listas pre-feitas para os presentes de Natal, as compras do mês ou o que entenderem… Enfim, as possibilidades são, arrisco dizer, quase ilimitadas.

Já viram as da Mr. Wonderful? Talvez já, que a marca é bastante conhecida e, apesar de ter o seu ponto de venda principal online, também podemos encontrá-la em alguns pontos físicos (como na Fnac). Mas existem outras marcas, portuguesas, por sinal, mortinhas por satisfazer todos os desejos do vosso imaginário e que talvez não conheçam ainda. Convido-vos eu então. Espreitem só – porque gosto muuuuuiiiito de ambas – as vastas ofertas da Kasefazem, da Rosa com Canela e, claro, da Girly Things e digam-me se é possível resistir…

  • São bem mais do que ‘to do lists’

Quem tem por hábito utilizar agendas em papel sabe do que estou a falar. Sempre as usei para organizar a minha vida profissional, que depende em larga escala do bom cumprimento de prazos judiciais, mas quando comecei, em 2014 a utilizá-las também para minha organização pessoal percebi que eram muito mais do que apenas notas sobre tarefas que têm que ser concretizadas. Já olharam para agendas antigas? São quase álbuns de fotografias em letras…

2014 e 2015 foram os dois anos pelos quais se dividiu a organização do meu casamento. 2016 esperei, ansiosamente, a chegada do Miguel. Abrir estas agendas e rever todos os planos é revivê-los com uma nostalgia boa.

Não. agendas em papel não são apenas ‘to do lists’. São pequenas máquinas do tempo para quem até nem gosta ou não tem tempo para ir anotando memórias.

  • Não avariam nem ficam sem bateria

Admito que o meu primeiro argumento sobre os frequentes esquecimentos do telemóvel em casa possa não ter convencido aqueles para quem os seus dispositivos electrónicos são uma extensão do próprio braço (conheço bem essa realidade, casei com um exemplar dessa espécie).

Mas sejamos honestos, quantas vezes perderam um compromisso, falharam um telefonema ou esqueceram aquele e-mail que queriam ter mandado tendo a certeza absoluta que o tinham apontado na agenda do outlook/telemóvel/tablet? Porque acharam que tinha gravado, mas afinal não. Porque gravaram mesmo, mas o equipamento falhou a gravação. Porque têm agendas sincronizadas e a sincronização não funcionou. Porque a bateria faleceu para além de ressuscitação possível e não há power bank no Mundo vá poder substituir o bom e velho carregador de fio no momento.

Sejam quais forem as razões dos vossos desgostos com agendas digitais, eles desaparecem com agendas em papel. Além de que… Já mencionei quão mais giras são? Se calhar já e a minha memória de peixe não me deixa lembrar…

  • Algumas podem ser oferecidas

Este é, na verdade, um ‘não motivo’, uma pequena armadilha para vos recordar que ainda está a decorrer o nosso passatempo e que podem ser vocês @ feliz contemplad@! Já participaram?

 

Bom fim-de-semana!!!