Agendas para que vos quero? – Cinco motivos para as preferir em papel

Perguntar-se-ão – e bem – que tara é esta que tenho com agendas físicas em plena reinado de tudo o que é digital e desmaterializado.

Começo por confessar, a tara é mesmo isso: uma tara. Não por agendas em particular, mas por material de papelaria em geral. Perco-me por agendas, notebooks, canetas, lápis, borrachas, dossiers e tudo o que seja fofinho o suficiente para tornar a minha secretária mais amigável.

Quanto às agendas em papel é, contudo, um pouco mais do que só uma tara pessoal. Deixo-vos, por isso, cinco (bons) motivos para arrumarem os vossos dispositivos digitais na hora de assentar compromissos e lembretes.

  • Memória de peixe

O problema universal das mães. A minha memória era perfeita antes de ter o Martim. Per-fei-ta.

Parte substancial dela voou com a chegada dele e parte substancial da que restou voou também com a chegada do Miguel. Resultado? Mau, muito mau. Tão mau que um dia deste perguntei ao meu marido numa tarde de Sábado, se já era Domingo. Tão mau que me esqueci já por duas vezes de pagar a conta da água. Tão mau que… Bom, já perceberam a ideia.

Neste triste contexto que passou a ser o meu, o telemóvel fica muitas vezes para trás na hora de sair de casa (se leram este post, não é difícil entender porquê). Mas a mala não. É demasiado grande para me esquecer dela. E é aí que entra a agenda em papel. Só sai da mala para anotar o que é preciso e é para lá que volta, o que torna bastante mais difícil ser atraiçoada pela minha nova (e fraca) memória.

Agendas em papel 1 – dispositivos digitais 0 (pelo menos no meu caso…)

  • São giras (muito mais giras do que qualquer telemóvel)

Esta nem carece de argumentação.

Cada vez há agendas mais giras e com maior variedade. Com ou sem personalização. Vários tamanhos. Vista diária ou semanal. Uma miríade de surpresas no interior: autocolantes, frases motivacionais, links interessantes, páginas livres para notas soltas (como temas para posts, por exemplo), listas pre-feitas para os presentes de Natal, as compras do mês ou o que entenderem… Enfim, as possibilidades são, arrisco dizer, quase ilimitadas.

Já viram as da Mr. Wonderful? Talvez já, que a marca é bastante conhecida e, apesar de ter o seu ponto de venda principal online, também podemos encontrá-la em alguns pontos físicos (como na Fnac). Mas existem outras marcas, portuguesas, por sinal, mortinhas por satisfazer todos os desejos do vosso imaginário e que talvez não conheçam ainda. Convido-vos eu então. Espreitem só – porque gosto muuuuuiiiito de ambas – as vastas ofertas da Kasefazem, da Rosa com Canela e, claro, da Girly Things e digam-me se é possível resistir…

  • São bem mais do que ‘to do lists’

Quem tem por hábito utilizar agendas em papel sabe do que estou a falar. Sempre as usei para organizar a minha vida profissional, que depende em larga escala do bom cumprimento de prazos judiciais, mas quando comecei, em 2014 a utilizá-las também para minha organização pessoal percebi que eram muito mais do que apenas notas sobre tarefas que têm que ser concretizadas. Já olharam para agendas antigas? São quase álbuns de fotografias em letras…

2014 e 2015 foram os dois anos pelos quais se dividiu a organização do meu casamento. 2016 esperei, ansiosamente, a chegada do Miguel. Abrir estas agendas e rever todos os planos é revivê-los com uma nostalgia boa.

Não. agendas em papel não são apenas ‘to do lists’. São pequenas máquinas do tempo para quem até nem gosta ou não tem tempo para ir anotando memórias.

  • Não avariam nem ficam sem bateria

Admito que o meu primeiro argumento sobre os frequentes esquecimentos do telemóvel em casa possa não ter convencido aqueles para quem os seus dispositivos electrónicos são uma extensão do próprio braço (conheço bem essa realidade, casei com um exemplar dessa espécie).

Mas sejamos honestos, quantas vezes perderam um compromisso, falharam um telefonema ou esqueceram aquele e-mail que queriam ter mandado tendo a certeza absoluta que o tinham apontado na agenda do outlook/telemóvel/tablet? Porque acharam que tinha gravado, mas afinal não. Porque gravaram mesmo, mas o equipamento falhou a gravação. Porque têm agendas sincronizadas e a sincronização não funcionou. Porque a bateria faleceu para além de ressuscitação possível e não há power bank no Mundo vá poder substituir o bom e velho carregador de fio no momento.

Sejam quais forem as razões dos vossos desgostos com agendas digitais, eles desaparecem com agendas em papel. Além de que… Já mencionei quão mais giras são? Se calhar já e a minha memória de peixe não me deixa lembrar…

  • Algumas podem ser oferecidas

Este é, na verdade, um ‘não motivo’, uma pequena armadilha para vos recordar que ainda está a decorrer o nosso passatempo e que podem ser vocês @ feliz contemplad@! Já participaram?

 

Bom fim-de-semana!!!