Pequenos gigantes – quando os adultos tombam

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Neste momento estamos sozinhos em casa, eu e ele, o M adulto. Assim ficaremos esta noite.

É estranho passar a noite em casa sem eles. Sem o reboliço deles. Sem os mimos, pedidos e dados, por eles.

Estranho e triste. Sei que é para bem de todos. Eles ficam bem com os avós e nós ficamos um pouco menos mal sem termos que lhes dispensar cuidados, carinho, atenção.

Quem olhou para a fanpage do blog hoje terá reparado no meu desabafo: fomos todos, família, caçados por uma gastroenterite viral, que fez questão de nos tombar, um a um, como peças de dominó estrategicamente colocadas. O Martim teve um pequeno surto há poucos dias. 48h depois, talvez nem tanto, foi a vez do Miguel. Ambos se puseram de pé num ápice. Elas, as crianças, são fenomenais. Não que não saiba disso no dia a dia, mas foi preciso que os adultos da casa apanhassem a dita gastroenterite, com tudo a que têm direito, febre incluída, para sairmos pequenos na comparação.

Estamos aqui em sofrimento físico intenso enquanto eles se recompuseram em menos de nada, sem medicamentos. Apenas com beijinhos, paciência e umas horas extra de colo. Já nós, os adultos, só pensamos no quão má vai ser mais esta noite.

Eu em particular morro de saudades dos meus pequeninos.

Só saudades, que estou demasiado fraca para sentir a malfadada culpa hoje.

Mas mesmo essas já ferem.

Tenho a certeza que também me curaria num instante com uma boa dose de festinhas daqueles dois parzinhos de mãos, cheios de dedinhos sapudos, brutinhos mas bem intencionados.

Mas eles não estão, nem vêm.

Resta-me deixar-me ficar por aqui, cheia de pena de mim e de orgulho de viver entre eles.

Entre os meus pequenos M’s. Meus pequenos gigantes.

 

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One thought on “Pequenos gigantes – quando os adultos tombam

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