Mariana, Maria, Mafalda – A Maria

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Reparei, sentada no espaço da Mariana (de quem vos falei ontem aqui) e enquanto apreciava o quanto é extraordinária, que a minha vida tem muito mais M’s do que aqueles com quem vivo. M’s no feminino. Todas me trazem nada mais do que bem-estar e felicidade e não são as mulheres mais evidentes – mãe, irmãs, amigas – que nos vêem à cabeça quando pensamos nisso. Não sei se elas o saberão e, como tal, nesta semana que antecede o Natal, quero agradecer-lhes. Hoje é a vez da Maria.

A Maria.

Quem acompanha o Entre M’s sabe que este post já andava prometido há algum tempo. A Maria não é nenhuma novata no Entre M’s. Já a mencionei aqui e aqui.

Conheci-a quando decidi engravidar do Miguel. Vinha insatisfeita com a actividade física que tinha praticado na gravidez do Martim, muito por medo. Na consulta de planeamento e em resposta às minhas questões sobre exercício na gravidez fui aconselhada a manter o nível de exercício que praticasse há pelo menos três meses antes de engravidar para não ‘chocar’ o corpo.

Decidi, assim, que queria intensificar ao máximo o ritmo para poder, durante a gravidez, mantê-lo.

Comecei à procura de uma PT para me ajudar. Sim, uma. Queria uma mulher. Alguém que não tivesse cerimónias com as desculpas que eu viesse a tentar dar mas que pudesse também, de uma forma instintiva, colocar-se no meu lugar.

Conheci a Maria e a nossa empatia foi quase imediata. Percebi-lhe uma garra que a mim me faltava, uma enorme preocupação em perceber as minhas motivações e em desenhar um plano realista para chegar aos meus igualmente realistas objectivos. Nunca o ‘personal’ de ‘personal trainer’ fez tanto sentido.

Temos trabalhado juntas desde então. Às vezes treinamos juntas também. Ela faz-me ver o lado aventureiro da vida e eu partilho com ela o lado mais filosófico. Tem apenas menos cinco anos do que eu, mas estamos em lugares tão diferentes da vida que eu a vejo como uma super-atleta, super-mulher, suprasumo das suprasumos e ela me vê também como uma super… mamã.

Engravidei em menos tempo do que esperava e durante 38 semanas o Miguel  ‘treinou’ connosco (a prova disso está neste vídeo de mim enorme, no nosso último treino pré-parto). A Maria foi das primeiras pessoas a conhecer da existência do meu MigueLindo e ele tornou-se o seu ‘bebé fit’. Hoje, é também ela que me ajuda a regressar ao meu estado pré-Miguel (e embora a balança mo negue, eu sei e vejo que já o superei). Combinamos bem. Somos ambas ‘zen’. Apesar do nosso contacto ser bastante focado na tarefa que nos uniu, conto com ela como com uma amiga.

Os treinos, apesar de cuidadosamente programados podem ser alterados assim que ela me vê. ‘Hoje não me pareces muito bem, vamos fazer um treino mais leve’. Outras, praticamos pequenas metas – coisas que podem ser tão simples como entrar e sair de uma passadeira em movimento ou saltar para uma box (um pequeno trauma meu), mas que, uma vez conquistadas, me deixam com uma sensação de quase heroísmo muito satisfatória.

Mais importante que tudo isto, creio que nunca poderei agradecer-lhe o suficiente o gosto que plantou em mim pelos treinos. A hora de ir ao ginásio tornou-se terapêutica. A superação é constante e é um lugar que me ajuda a esvaziar a cabeça e a reorganizar as ideias.

O Mundo é um lugar melhor depois de um treino. Por muito que doa no corpo, a alma vem sempre mais leve.

Obrigada Maria, por me ajudares a parecer-me como me sinto e por me tirares as rugas de preocupação que te levo sempre do escritório.

(o facebook da Maria já está mais do que espalhado pelo blog, mas não custa relembrá-lo. Aqui fica novamente.)

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