M de Manos – Parte II/III

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O Miguel.

O Miguel tem 10 meses e meio e é extrovertido, destemido, aventureiro. Assim é o Miguel.

Tal como o Martim, o Miguel é mágico. Faz desaparecer toda a sopa do prato para aparecer no chão segundos depois. Mas também faz desaparecer o mau humor acumulado ao longo de um dia inteiro e aparecer um sorriso seja a quem for. Mágico.

O Miguel é ruim. Ri-se quando nos magoamos. Quanto maior a batida na cabeça ou o pontapé com o dedo mindinho na esquina do móvel, maior a gargalhada. Ainda nos bate, para ajudar, enquanto urramos de dor. Ruinzinho o meu Miguel.

O Miguel é empenhado. Vive por objectivos e não descansa enquanto não chega lá. Acenar um adeus com aquela mãozinha sapuda: check. Arrastar-se pela escada acima: check. Bater palminhas: check. Andar, muito e com uma bola à frente dos pés, de preferência: check. Subir as escadas novamente, mas no nível acima, sem mãos: em curso. Falar: isso não interessa nada. Tão empenhado o Miguel.

O Miguel é um explorador. Gosta de brincar sozinho. Viver os sítios, os brinquedos e procurar todas as potenciais asneiras escondidas em cada objecto. E descobre-as. To-di-nhas. Porque o Miguel, o meu pequeno explorador, tem o mais empreendedor dos espíritos jamais vistos num bebé.

O Miguel ama o irmão. Arranha-o sempre que pode. Puxa-lhe o cabelo sempre que consegue deitar-lhe a mão. E ri-se a seguir, claro. Mas não há no Mundo inteiro olhos que brilhem mais do que os dele quando contempla o seu herói, a sua paixão, o seu mano Martim. O Miguel ama o irmão.

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