5 coisas onde NÃO gastar dinheiro quando grávidas do primeiro filho

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Chegamos a uma idade (cof cof) em que temos sempre alguma amiga grávida.

Neste momento, tenho quatro, três delas do primeiro filho. Inevitavelmente, muitas das nossas conversas giram em torno da gravidez, dos bebés que aí vêm e de tudo o que eles vão precisar.

Ou será que não vão?

Houve tantas, tantas coisas em que gastei dinheiro e hoje, à distância, não só do tempo, mas sobretudo do segundo filho, vejo que foi mal gasto…

Querem ver? Deixo-vos cinco.

Cinco coisas onde não vale a pena gastar dinheiro quando estamos grávidas do primeiro filho

Trio

Gastei uma batelada de dinheiro no i-move da chicco. O Mário gozou-me (e a si próprio) por meses, dizendo que o carro do bebé era o Ferrari dos carros de bebé e que valia mais do que o dele (e era verdade, como viemos a descobrir quando trocámos o carro dele por um que desse para o povo todo).

A alcofa? Nunca a usei. Nem uma única vez.

A cadeira de passeio? Meia dúzia só para auto-justificar a dinheirama que tinha gasto naquilo.

E, na verdade, pensem bem, gravidinhas: quantas destas cadeiras de passeio, quantas destas alcofas vêem por aí na rua, no shopping e em todos esses lugares onde se cruzam com bebés em carrinhos e nos quais agora reparam como falcões?

A verdade é que, depois de se livrarem do fardo que é carregar o bendito ovo (e são todos tããão jeitosos para carregar), vão querer um carrinho leve e fácil de conduzir. Um pequenino carrinho bengala ou um ultra dobrável que caiba em qualquer canto e que dê para levar sem esforço a qualquer lado sem terem que fazer como nós e terem que comprar uma bagajeira, isto é, um carro novo, para albergar uma estrutura base monstra e uma cadeira de passeio tão grande quanto.

Em suma, mais vale queimarem dinheiro. Ou darem-mo (sem pressão).

Quanto a mim, se fosse hoje, teria comprado esta maravilha:

(vende-se pelo menos no Eurekakids, no Sítio do Bebé, na Loja dos Bebés e também já vi ofertas no OLX – sim, já namorei muito este queridinho, mas gastei tanto dinheiro num trio que não uso, que agora não tenho cara de gastar nem mais um tostão em locomoção para bebés).

Baloiços, espreguiçadeiras e outros monos

Quem diz baloiços e espreguiçadeiras diz ginásios XPTO e tudo o que acham que vai ser óptimo para entreter o bebé enquanto fazem outras coisas… Não vai acontecer. Não comprem a menos que percebam, depois de o terem nos braços que o vosso é ‘desses’ e que vocês são ‘dessas’. Sim, ‘desses’. O espécime raro de bebé que vai estar ok com a ideia de não estar em cima de vocês o tempo todo. E sim ‘dessas’, o espécime raro de mãe que não vai querer o bebé o tempo todo em cima de si (por muito que suspiremos por um banho demorado ou por uma ida à casa de banho sozinhas, a verdade é que, durante meses tudo o que fazemos sozinhas depois do nascimento de um primeiro filho acaba por ser com o coração nas mãos e contando os segundos para voltar para ele).

Ocupam demasiado espaço (até na garagem ou no quartinho dos fundos, onde vão acabar) e são demasiado caros para serem comprados às cegas.

De nada.

(em alternativa podem sempre depositar o valor correspondente na minha conta, sem pressão).

Intercomunicadores/Monitores de bebé

Estes, em rigor até têm alguma utilidade: quando acordarem pela enésima vez a meio da noite a ouvir o choro em duplicado do vosso bebé, podem sempre destressar atirando-os contra uma parede.

Esperavam algo mais entusiasmante? Não tenho. Perdoem-me.

A verdade é que, a menos que vivam numa mansão ao estilo Kardashian (e nesse caso todo o post é perfeitamente inútil) não vão precisar de intermediário nenhum para ouvir quando o vosso bebé ‘chamar’. O alcance daqueles pulmõezinhos… não é coisa pouca. Não substimem.

Quando tivemos o Martim morávamos num T2.

Quando tivemos o Miguel morávamos num T3.

Hoje moramos numa casa em que é possível eles dormirem enquanto nós estamos dois andares abaixo.

Em todas as nossas moradas, qualquer deles se fez (e faz) ouvir perfeitamente.

Não gastem dinheiro. Dêem-mo (mas sem pressão).

Esterilizadores

Sim, também comprei um.

Depois fui a uma aula de preparação para a parentalidade como o meu enfermeiro guru, de quem já vos falei aqui e aprendi esta…

Pensem numa coisa inútil para se comprar… ‘Esterilizadores’ não vos vem à cabeça? Devia!

Nada em nossas casas é estéril. Pelo que nada que esterilizemos se manterá esterilizado pelo tempo suficiente a ir nesse estado para as bocas dos nossos bebés: nem chupetas, nem tetinas de biberão, nem a sola dos nossos sapatos que eles vão lamber sempre que tiverem oportunidade, nem os pelos do cão que vão encontrar sabe Deus onde para comer, nem os blocos sanitários deixados pelo anterior proprietário das vossas casas. Nada.

Acresce que os biberões podem ir à máquina de lavar loiça e saem de lá como? Isso mesmo: estirilizados!

Os esterilizadores são pouco mais que um placebo para as nossas ansiedades de recém-mãe. A boa e velha panela com água fervida uma vez por dia (ou dia sim dia não, ou com a frequência que precisarem para apaziguar essas mesmas ansiedades) faz o serviço perfeitamente e sai tão mais barata (em princípio toda a gente já tem uma).

Em suma: poupem espaço no armário ou, se quiserem mesmo muito um esterilizador, posso vender-vos o meu (viram como arranjei outra forma de me darem dinheiro?).

E por último temos…

Roupas de recém-nascido

‘Pronto, é desta que paro de seguir este blog! Mas esta tipa andou com os bebés nús?!’

Calma…

Esta não é por uma questão de inutilidade mas antes de abundância.

Roupa de recém-nascido é aquela coisa que tooooda a gente acha fofinho, tooooda a gente gosta de ver e tooooda a gente vai oferecer, porque é fácil de agradar, é necessária e, convenhamos, nos dias que correm, já é bastante em conta.

Sucede que eles não vestem tamanho 0/1 meses ou 50/52cms durante muito tempo e o rácio entre o que têm e o que conseguem usar torna-se impossível.

Levante a mão quem das mamãs que nos lêem acabou com roupas ainda com etiqueta na gaveta, a vestir algo uma vez só e de propósito para a foto de agradecimento a quem tão generosamente ofertou a peça ou a rezar para que o bebé molhasse o babygrow só para poder usar tudo aquilo que tem!

Eu sei que não conseguem ver, gravidinhas de primeira viagem, mas toda a gente tem o braço no ar.

A sério, é muuuito difícil resistir, mas tirando uma ou outra coisa de que gostem mesmo muito, apontem para roupinhas de tamanhos maiores (mas não muito maiores porque nunca se sabe a que velocidade o vosso bebé vai crescer e não convém desfazar os tamanhos das estações em que precisarão de os usar).

Em suma: não gastem dinheiro. Alguém vai gastar por vocês (recuso-me a encerrar esta lista em modo ‘pedinte’).

***

Dito isto, sei, caras pessoas grávidas e seus companheiros, que vão ignorar olimpicamente este post e comprar à louca na mesma, porque ‘cada caso é um caso e o vosso pode ser diferente’.

Eu digo: é uma questão probabilística e a probabilidade é que não seja muito diferente ou que não seja diferente em algo que não se possa remediar rapidamente depois de rebento nascer, mas… Também digo: eu faria o mesmo. É o vosso primeiro filho. Se podem, permitam-se. Permitam-se tudo o que a vontade vos ditar e tirem prazer de cada segundo dessa antecipação gostosa que nos percorre o corpo sempre que compramos algo a pensar no nosso bebé. É bem possível que essa sensação valha cada cêntimo (economicamente) desperdiçado.

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